[Artigos] 10 idiomas fictícios para se aprender em casa


Nossa língua materna é aprendida ao ouvirmos/interagirmos com nossos pais, amigos e familiares desde a infância, mas então crescemos, descobrimos que existem outras palavras para nos comunicar, nos apaixonamos pela fama do inglês, pela beleza do francês, pelo estilo caliente do espanhol, pela praticidade da ofidioglossia… Espera aí, ofidioQUÊ?

Sim, ofidioglossia. Para quem não sabe, essa é a língua que o Harry Potter usa para se comunicar com as cobras.

Nessa mesma onda, muitos outros filmes, seriados e jogos se aproveitaram de tal artimanha para auxiliar a criação do seu universo fictício e atrair os fãs do mundo inteiro, principalmente os que se empenham em aprender o novo idioma.

Abaixo há uma lista das dez línguas faladas (e que podem ser aprendidas por você mesmo) que sofrem maior repercussão no universo do mundo nerd.


1) Klingon – Jornada nas Estrelas
A língua, que foi inventada nesse filme, surgiu de improviso, em 1979.
James Dooham que interpretava Scotty, pronunciou algumas palavras e BOOM, Marc Okrand dedicou-se a desenvolver o idioma completo.

O “The Klingon Language Institute” é responsável pelo estudo acadêmico da matéria e realmente consiste de uma grande estrutura para o aprofundamento no idioma. Além disso, já foram criados livros na língua, há uma página no google em Klingon e até uma edição limitada de um teclado para computador no idioma já foi vendida.

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2) Quenya e Sindarin – O Hobbit/O Senhor dos Anéis
As duas línguas élficas da Terra Média tiveram suas origens em idiomas falados atualmente. A primeira é baseada na fonética do finlandês, enquanto a segunda traz sua estrutura no galês, ambas criadas por Tolkien. Com um simples “click”, é possível encontrar vários dicionários sobre esse sistema élfico de se comunicar.
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3) Na’vi – Avatar
James Cameron pediu a Paul Frommer, um professor universitário da University of Southern California, para criar uma língua fácil, porém que não lembrasse quaisquer outras. Ele assim fez.

A demanda do público pela aprendizagem foi tamanha que há um site em inglês que disponibiliza dicas para aprender o idioma (http://learnnavi.org/) e, em português, para quem quiser se arriscar existe um curso de 50 horas oferecido gratuitamente, que até garante diploma, no site.

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4) Dothraki – Game of Thrones
Daenerys Targaryen teve de aprender a língua para a série baseada nos livros de George R. R. Martin. Curiosamente, David J. Peterson criou o idioma para vencer um concurso promovido pela Language Creation Society (sociedade que realiza concursos de invenção de línguas por hobbie de linguistas), e o seu trabalho consistia de 180 páginas junto a um dicionário e arquivos de áudio.

O site mais confiável para quem quer aprender é o http://www.dothraki.com/, mantido pelo próprio David. Outra curiosidade é que todas as vezes que os protagonistas improvisam algo na língua, a palavra deve estar de acordo com a gramática dothrakiana.

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5) Novilíngua – 1984
A língua utilizada no livro 1984 exerce a função contrária de um idioma real. O objetivo da mesma, criada pelo “Grande Irmão”, era reduzir as palavras a fim de evitar a comunicação plena. Pela sua lógica, quanto menos palavras, mais o pensamento era direcionado a um mesmo sentido, estimulando a igualdade de opinião. Isso para que as pessoas não fossem capazes de se opor ao Partido.

É uma versão reduzida do inglês e a cada dicionário o idioma deve ser diminuído. Confira nesse artigo algumas expressões: aqui!

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6) Simlish – The Sims
Então você pensava que seus Sims apenas se limitavam a uma linguagem sem sentido? Pois acredite que não. Na verdade os criadores Will Wright e Marc Gimbel definiram que não seria uma língua real, mas haveria regras para coerência.

Diversas vezes no jogo, entretanto, podemos ouvir frases em inglês ou até em francês e em websites, como esse (aqui), as pessoas buscam encontrar traduções para as expressões sim.

Uma curiosidade é que a cada atualização e extensão um artista grava um hit seu em Simlish.

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7) Aklo – Mitos de Cthulhu
Baseado em pequenos fragmentos das histórias de Arthur Manchen, o fã declarado H. P. Lovecraft desenvolveu a língua alienígena em seus contos que envolviam o místico e o terror.

Esse idioma aparece no mito de Cthulhu e é afirmado que é biologicamente impossível para humanos falá-lo. Seria como tentar fazer um leão aprender português perfeitamente.

O Aklo deve ser absorvido em um estado equiparado ao de alucinação, para que cada palavra assuma seu próprio significado e sejamos guiados pela nossa percepção. O grande problema disso é que quem atinge esse estado enlouquece, morre, permanece amaldiçoado, ou as três coisas, não necessariamente nessa ordem.

Neste artigo há um dicionário do idioma: aqui!
Alfabeto
Cthulhu Sabaoth

8) Ofidioglossia – Harry Potter
Língua exclusiva para os descendentes de Salazar Sonserina, os únicos capazes de falar o idioma no filme são aquele-você-sabe-quem e Harry, que tem uma parte de Tom Riddle vivendo dentro dele.

Na época da febre de HP, um tradutor havia sido lançado, mas saiu do ar. Agora temos que nos contentar com o site, o qual executa a mesma função que o antigo aplicativo.

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9) Nadsat – Laranja Mecânica
Outro que trouxe uma adaptação à língua inglesa, Anthony Burgess deu aos seus personagens expressões que misturavam o cockney (dialeto da classe operária britânica) e o russo. Sua inspiração foram as gírias dos mods e dos rockers da década de 60.

Não deixe de conferir os inúmeros dicionários na Internet, como aqui!, para entender as falas dos personagens.

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10) Gallifreyan – Doctor Who
O idioma falado pelos “Time Lords” pode ser aprendido no site pelo método Sherman.

Essa versão é baseada nos símbolos originais de Catherine Bettenbender, que eram usados apenas por ser uma maneira mais divertida de falar inglês. O alfabeto tornou-se um sucesso com a série, Sherman passou o tutorial para um amigo, e, de repente, todos os “Whovians” estavam atrás das instruções, o que o levou a criar uma nova seção para o seu site.
“A única razão para existência do tempo é para que tudo não aconteça de uma só vez” em Gallifreyan.

:: Créditos: Literatortura

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