Enriquecimento ambiental

Quem nunca foi “premiado” com móveis e objetos da casa transformados em brinquedos do peludo? Pés de mesas e cadeiras roídos, tapetes picados em mil pedacinhos, banquinhos transformados em verdadeiros “ossos recreativos”, sofás e almofadas que, de repente, são um amontoado de espuma!

Este tipo de comportamento costuma ser muito comum em filhotes, mas pode perdurar por toda a vida adulta, se o cão for bastante ativo ou até mesmo ansioso em demasia.

A boa notícia é que há meios de se prevenir e modificar este comportamento.


Qual o motivo?

Quando filhotes, os cães têm mais energia para atividades em geral. Além disso, com os dentes em fase de crescimento, costumam sentir desconforto na gengiva, o que gera a necessidade de roerem objetos para se aliviarem da dor.

Além disso, uma rotina com poucas atividades faz com que os cães busquem algo para fazer. Isso mesmo! Cães que não tem o que fazer certamente encontrarão uma alternativa para o entretenimento!

Neste mesmo sentido, cães ansiosos ou quando deparados com alguma situação específica (ao serem deixados sozinhos durante longos períodos, por exemplo), buscarão uma forma de aliviar a tensão.

Enriquecimento ambiental

As pessoas ainda precisam se conscientizar de que proporcionar desafios mentais e atividades para os cães é um dos itens mais importantes visando seu bem-estar! Aqui, vale a mesma regra: a melhor alternativa para que o cão de estimação não fique tentado a destruir móveis da casa é enriquecer o ambiente onde eles ficam a maior parte do tempo.


Isto significa direcionar as atividades deles para algo diferente de roer os móveis e objetos da casa. E isto pode ser feito com ossos de couro, ossos recreativos, brinquedos que liberam comida, brinquedos feitos especialmente para serem roídos.


Os cães costumam ficar entretidos por bastante tempo quando nós, os humanos, lhes damos as alternativas corretas e atrativas para se distraírem.


É importante mostrar e incentivar o peludo a brincar com esses itens antes de deixá-los sozinhos, sem supervisão, durante estas atividades. Primeiramente, para estimulá-los a roer e valorizar o ato de brincar com esses itens. E em segundo lugar, para verificar se os brinquedos não se despedaçam em pedacinhos, que podem acabar sendo engolidos.



Atividades


Outra alternativa bastante útil é proporcionar ao cão atividades que lhe permitam gastar toda a energia acumulada. Cada cão, dependendo do porte, raça e temperamento, terá uma necessidade variável de gasto diário de energia.


De qualquer forma, é instintivo que procurem sempre algo para fazer. Seus ancestrais viviam em matilhas, sempre em movimento em busca de comida, água e abrigo, revezando-se na defesa do grupo e cuidados com os mais jovens.
Já os cães dos dias atuais muitas vezes vivem confinados em locais pequenos, com a comida fácil duas vezes aos dia e água à disposição. Uma vida sem grandes desafios ou atividades, o que pode gerar desvios comportamentais e levar à tal destruição de objetos.

Assim, quanto mais atividades o cão tiver, menos energia e disposição ele terá para querer destruir móveis e afins. Caminhadas vigorosas, brincadeiras com bolas e frisbees, idas a locais com outros cães, onde possam se comunicar, brincar e correr, são alternativas para entreter o cão e permitir que tenha um dia a dia ativo.

Prestando atenção nestes detalhes e seguindo as dicas acima, é certo que os móveis da casa deixarão de ser um atrativo, pois haverá coisas muito mais legais para se fazer!

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