LER – Lesão por Esforço Repetitivo

Entenda o que são essas lesões, as doenças recorrentes e saiba se prevenir delas

Provavelmente muito de nós já teve, tem ou ainda terá uma lesão por repetição. Conhecida no Brasil como LER (sigla de Lesão por Esforço Repetitivo), ela acontecem por uma série de fatores que dependem da organização do trabalho, além das condições emocionais e físicas das pessoas.


As LER provocam dores, uma vez que essas lesões são acompanhadas por inflamações nos tendões, músculos e nervos do pescoço, das costas, dos ombros, dos braços, dos punhos e das mãos de pessoas que, na maioria das vezes, trabalham com movimentos repetidos e errôneos e mantêm posturas incorretas.
Segundo o ortopedista Rogério Vidal de Lima, especialista em coluna do Hospital das Clínicas, em São Paulo, as LER atacam qualquer pessoa que faz movimentos repetitivos por períodos prolongados, não importa o tipo de esforço ao qual a pessoa é submetida. "Os usuários de computador, por exemplo, são muito atingidos pela LER de punho porque digitam horas a fio mesmo que a digitação não envolva força", explica o especialista.
Outro exemplo clássico é o trabalhador que eleva uma prensa ou qualquer outro objeto pesado para acima de sua cabeça e depois desce com ele até a altura do abdômen. Esta pessoa pode desenvolver a LER de ombro. Até a dona de casa que varrer por muito tempo a calçada com a coluna inclinada para frente pode ser acometida de LER na região da coluna.

Engana-se quem acha que a LER é causada apenas no trabalho. Pode ser causada por qualquer atividade que solicite movimentos repetitivos. "Atletas, por exemplo, como jogadores de tênis, mesmo amadores, mas que costumam treinar diariamente podem também desenvolver", ressalta o especialista, que é membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT).

Sintomas
"Geralmente, o paciente se queixa de dor naquele local onde é solicitado repetidamente durante sua atividade profissional, o que limita suas funções e desempenho", afirma. Por exemplo: uma mulher que trabalha digitando seis horas por dia, quando chega em casa e ainda mantém afazeres domésticos (lava louça, roupa, torce a roupa, cozinha, cuida dos filhos), mantém os movimentos dos braços e mãos de uma maneira repetida por horas.

Com certeza, uma rotina diária e intensa como a do exemplo acima favorece facilmente o desenvolvimento dos sintomas de LER ou DORT (Doenças Relacionadas ao Trabalho). Os problemas mais comuns são dor e edema (inchaço) na região acometida. Muitas vezes pode apresentar vermelhidão e aumento de temperatura no local da dor, ou seja, todos os sinais inflamatórios na região submetida ao esforço.
Não é uma doença moderna, garante o ortopedista Rogério, mas, por ser bastante incidente na população, especialmente nos dias de hoje onde a tecnologia solicita digitação frequente, seja em computador, IPads, celulares, com o envio de torpedos, MSN e ainda o uso de redes sociais e e-mails como forma diária de comunicação, a incidência é maior e melhor diagnosticada.

Doenças e tratamento
Quais as lesões incluídas na LER? Todas aquelas que provocam dor ao paciente como tendinite, tenossinovite, bursite, epicondilite, cervicalgia, dorsalgia, lombalgia, artrite, sinovite, contraturas musculares (síndrome dolorosa miofascial), até as mais sérias como distensões musculares e lesões tendíneas. Para tratamento ser eficiente, o ortopedista observa que cada caso deve ser avaliado individualmente, observando o tipo de atividade e o quadro clínico do paciente.

"No tratamento usamos métodos analgésicos com medicamentos para dor, anti-inflamatórios, relaxantes musculares, fisioterapia, acupuntura. Muitas vezes é necessário repouso com afastamento temporário do trabalho e pode haver até a necessidade de imobilização do segmento acometido. Uma boa forma de prevenção é seguir orientações quanto a ergonomia no trabalho e nos afazeres do dia a dia", observa.
Em caso de suspeita da LER, precisa procurar ajuda médica preferencialmente ortopedista, fisiatra ou reumatologista, dependendo do local acometido pela lesão. A realização de exercícios na fase aguda da doença (na vigência de dor e processo inflamatórios) não é recomendada.
Após este período e com o desaparecimento dos sintomas, é recomendada a realização de atividade física, imprescindível para a prevenção de processos inflamatórios localizados, visando alongamento e recondicionamento muscular, deixando o sistema músculo esquelético melhor preparado para as atividades diárias. "Portanto, os exercícios são a melhor recomendação para qualquer paciente e tipo de queixa", ressalta o ortopedista.


Créditos: http://estilo.br.msn.com

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